A construção

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  Um professor certa vez disse que as pessoas nunca ficam velhas, pois nunca estão prontas. Com o passar do tempo, só aumentam suas experiência, enriquecem suas histórias.
  E uma casa, será que fica velha? Ou será que, por ser palco das experiências das pessoas, também pode se tornar cada dia mais rica de histórias? La Ventana é uma casa que já nasceu velha – ou, se assim entendermos, é uma casa construída com um bom legado de passados diversos.
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Ela traz consigo as memórias de várias – e diversas – vivências. Os tijolos são oriundos de fornos de secagem de fumo que estavam desativados. As madeiras das paredes, piso e teto eram de casas antigas que foram demolidas na serra gaúcha. Da mesma forma, todas as portas e janelas um dia pertenceram a outras residências.
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Dos móveis, nenhum é novo. Todos são usados: uns foram comprados de outras pessoas, em briques ou depósitos, outros foram doados, outros até foram encontrados “abandonados” (e, depois de belas reformas, encontraram aqui um novo lar).

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A construção da casa também foi feita de forma colaborativa. Familiares e amigos contribuíram (e muito!) para a sua existência. Transportaram móveis e materiais de construção, colocaram vidros, pintaram paredes e aberturas, instalaram fechaduras, construíram escadas e deques, carregaram, limparam, lixaram, martelaram, pregaram, costuraram, botaram a mão na massa. Um profundo e eterno agradecimento a todos vocês.

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Ah, sim: sobre o nome La Ventana. Bom, talvez colocar o nome em uma casa pareça muito pretensioso. Mas não é. Ocorre que, em uma visita ao Chile, pudemos conhecer duas das três casas do poeta Pablo Neruda no país. Cheias de personalidade, com arquitetura e decoração muito peculiares, cada residência recebeu de Neruda um nome (relacinado a algo íntimo da própria casa). Pois bem: isso nos pareceu um tanto divertido. Ora, esta pequena residência em Cazuza Ferreira, idealizada e construída também com tanta personalidade, nascida já habitada por tantas histórias, não lhe caberia um nome? De pronto, surgiu um. ‘Ventana’ significa ‘janela’, que é, indubitavelmente, a presença mais marcante da casa. São muitas, enormes e antigas as janelas. Pronto, a casa já tem nome, agora só falta virar poeta.
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4 Comentários

4 opiniões sobre “A construção

  1. Ana

    Linda! Parece o casal proprietário! E que personalidade!
    E que serenidade sentimos estando ali!

  2. Jurema e Carlos

    A casa eh tudo de bom. Gosto da proposta do nome. Com certeza trará muita felicidade.
    logo vamos conhecer e certamente recomendar. Um beijo e parabéns. Jurema

  3. Virginia

    Que lugar bonito… E a casa, entao…. Parabens!

  4. Ana

    Tá cada dia mais linda!E personalizada! Brigaduuu Gica, Miriam, tia Luiza…todos!

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